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terça-feira, 16 de novembro de 2010

República Seminova!

Humberto

PSB complica articulação para levar Dutra ao Senado

  Antônio Cruz/ABr
O presidente do PT, José Eduardo Dutra, cultiva em segredo o plano de assumir uma cadeira no Senado em fevereiro de 2011.

Para que a intenção se converta em realidade, basta que o senador Antonio Carlos Valadares (SE), líder do PSB, vire ministro.

Acomodado na equipe de Dilma Rousseff, Valadares teria de se licenciar do mandato. No seu lugar, assumiria o suplente.

Como se chama o primeiro suplente de Valadares? José Eduardo Dutra. Sim, ele mesmo, o mandachuva do PT.

A operação parecia caminhar bem. A Dilma interessa ter Dutra no Senado. Assumiria a liderança do PT na Casa.

Súbito, a cúpula do PSB expediu um aviso: não se opõe à nomeação de Valadares para o ministério. Mas, se for à Esplanada, vai na cota de Dilma, não na do partido.

PMDB fala em ‘trocar’ a Integração pelos Transportes


No lufa-lufa em que se converteu a composição do ministério de Dilma Rousseff, o PMDB ajustou o discurso.

Antes, quebrava lanças para manter sob seu controle as seis pastas que recebeu de Lula. Agora, admite o intercâmbio de pastas.

Já não faz questão, por exemplo, da Integração Nacional, cobiçada pelo PSB –uma legenda que cresceu nas urnas de 2010 e que Dilma deseja premiar.

Como generosidade e PMDB são valore$ inconciliáveis, o partido do vice Michel Temer pede em troca o Ministério dos Transportes.

Na visão do PMDB, a Integração é, por assim dizer, laranja chupada. Sua obra mais relevante, a transposição do São Francisco, já foi licitada.

Afora alguns empreendimentos mixurucas do PAC, a pasta proporcionaria mais enroscos do que dividendos.

Traz no organograma um órgão-problema (Defesa Civil) uma autarquia falida (Denocs) e uma logomarca de ação restrita ao Nordeste (Codevasf).

No Ministério dos Transportes, ao contrário, concentram-se as principais obras do PAC. Ali, as arcas são mais fornidas.

Para 2011, estima-se que a rubrica de investimentos da pasta roçará a casa dos R$ 17 bilhões.

Há duas pedras no caminho do PMDB: 1) o PR controla os Transportes e não admite abrir mão do posto. 2) o PT ambiciona o mesmo ministério.

De volta a Brasília, Dilma inicia montagem da equipe

Folha

Depois de passar o final de semana em Porto Alegre, Dilma Rousseff viajou para Brasília na tarde desta segunda (15).

Voou nas asas da FAB. E instalou-se em seu novo endereço na Capital: a Granja do Torto.

No início da noite, Dilma recebeu dois petistas que integram o gabinete de transição: os deputados Jose Eduardo Dutra e José Eduardo Cardozo.

Presidente do PT, Dutra coleciona os anseios dos partidos que se dispõem a prover apoio congressual a Dilma.

Nessa fase da montagem do ministério, vão ao tabuleiro os nomes dos candidatos a ministro.

Para desassessego dos partidos, Dilma não tem pressa. Seus operadores informam que a equipe só deve ser fechada na segunda quinzena de dezembro.

A soma dos anseios é maior do que o número de pastas disponíveis. Significa dizer que a equação resultará em insatisfeitos.

Imagina-se que, misturadas ao peru do Natal e às lentilhas do Ano Novo, as frustrações tendem a ser engolidas pela atmosfera de festa. A ver.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

PSDB e PPS analisam hipótese de fundir as legendas

  Fotos: ABr e Folha
Sem alarde, PSDB e PPS analisam a viabilidade e a conveniência de fundir as duas legendas numa só.

As conversas, ainda embrionárias, começaram há duas semanas, nas pegadas da derrota do tucano José Serra para a petista Dilma Rousseff.

Coube ao senador eleito Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) procurar o deputado eleito Roberto Freire (SP), presidente do PPS federal.

Ex-chefe da Casa Civil do governo Serra em São Paulo, Aloysio propôs a fusão.

Escorou a ideia numa apreensão legislativa. Disse que, juntas, as legendas teriam maior poder de fogo no Congresso.

O PSDB saiu das urnas de 2010 com 53 deputados e 11 sedadores. O PPS, com 12 deputados e um senador.

Na cabeça de Aloysio, a nova legenda abrigaria os “descontestes” de outros partidos –do PMDB ao DEM, passando por PDT e PSB.

Citou-se o exemplo do senador Jarbas Vasconcelos (PE), um oposicionista aninhado no protogovernista PMDB.

O debate ocorre num instante em que o tucanato tenta fazer a digestão de sua terceira derrota presidencial.

O senador eleito Aécio Neves (MG) fala em “refundar” o PSDB. FHC cobra a defesa explícita do legado da era tucana no governo federal.

O repórter foi ouvir Roberto Freire. Ele confirmou o contato de Aloysio Nunes e admitiu que as conversas caminham.

Deu a entender que atribui ao PSDB, não ao seu PPS, a iniciativa dos próximos movimentos: “Ninguém faz fusão a partir de um partido minoritário”.

Disse: para que a articulação avance, o PSDB precisa, primeiro, se convencer de que precisa buscar reforço, incorporando setores da “esquerda democrática”.

Depois, seria necessário “ter clareza do que vai ser esse novo partido”. Como assim?

“Não pode ser um amontoado, um ajuntamento”, disse Freire. “O Brasil não precisa de outro PMDB”.

Para Freire, se o objetivo for apenas o de dar maior efetividade às ações da oposição no Congresso, a formação de um bloco oposicionista pode resolver o problema.

Na hipótese de evoluir para a fusão, PSDB e PPS flertam com um risco que seus dirigentes parecem desconsiderar.

Da fusão resultaria uma terceira legenda, com programa e estatuto novos. Algo que desobrigaria os congressistas dos dois partidos do compromisso da fildelidade.

Pela lei, os filiados do PSDB e do PPS estariam livres para buscar refúgio em outras legendas. Tornariam-se alvos automáticos da cooptação governamental.

Maia e Kassab medem forças pelo comando do DEM

Partido prepara nota negando plano de fusão com PMDB
Conflagrada, legenda discute substituição de  dirigentes

  Divulgação
Parceiro de derrota do tucano José Serra, o DEM atravessa uma crise que pode converter em realidade o sonho de Lula de “extirpar” a legenda de cena.

No último sábado (3), o deputado Rodrigo Maia, presidente do DEM, voou do Rio, onde mora, para São Paulo.

Encontrou-se com o prefeito Gilberto Kassab e com o ex-senador Jorge Bornhausen, presidente de honra do DEM.

A dupla disse a Rodrigo que deseja antecipar as eleições internas para a “renovação” do quadro de dirigentes do partido.

A coisa começaria nos municípios, iria aos Estados e alcançaria o DEM federal.

Tudo até o meio do ano, não no final de 2011, como estava previsto.

Assim, com sutileza de elefante, Kassab e Bornhausen informaram ao interlocutor que almejam apeá-lo do posto de presidente.

Como pretexto, mencionou-se a tese segundo a qual a injeção de sangue novo vai “fortalecer” o partido, preparando-o para a eleição municipal de 2012.

Se é assim, respondeu Rodrigo, o primeiro passo é exorcizar o fantasma da fusão com o PMDB. Eliminada a falta de nexo, o DEM iria cuidar, sem pressa, de sua reestruturação.

Patrono da ideia de empurrar o DEM para dentro de uma legenda aliada de Lula e sócia de Dilma Rousseff, Kassab concordou. Bornhausen tampouco fez objeção.

Nos próximos dias Rodrigo divulgará uma nota. No texto, negará o desejo de fusão e dirá que o DEM continua na oposição.

A súbita recuperação dos pendores oposicionistas de Kassab e Bornhausen é vista de esguelha por seus próprios pares:

Ouça-se, por exemplo, o deputado Ronaldo Caiado (GO), vice-líder do DEM: “Isso é história da carochinha...”

“...O que eles querem é colocar o Kassab na presidência do partido para, depois, voltar com a ideia da fusão com o PMDB...”

“...Há duas maneiras de prestar serviço ao governo. Uma é a adesão do DEM ao PMDB...

“A outra é fazer papel de quinta coluna, fomentando a briga na nossa trincheira, no instante em que deveríamos cuidar da estruturação do partido na oposição”.

O bloco antifusão inclui outros expoentes do DEM. Entre eles Agripino Maia (RN) e Demóstenes Torres (GO), dois senadores que sobreviveram ao tsunami Lula.

A resistência, aparentemente majoritária, forçou Kassab a reordenar sua infantaria. Aconselhado por Bornhausen, o prefeito recolheu momentaneamente as armas.

Toma fôlego, esboça a investida contra a presidência de Rodrigo Maia e equipa o paiol para o embate final.

Na parte que diz respeito à fusão, a batalha do DEM é um filme preto e branco. Na batalha pelo controle da legenda, há uma área cinzenta.

Nem todos os que se opõem à rendição ao governo são contrários à substituição de Rodrigo Maia. É nessa zona de sombras que Kassab se move.

Gente como Caiado promete levantar barricadas: "Comigo vão ter trabalho. Não me peçam a solidariedade do suicídio..."

"...Lula falou em extirpar o DEM. Querem dar a ele a autoextirpação. Vou lutar com todas as minhas forças para evitar".

Proclamação da República


 A proclamação da República teve nuances de golpe militar, pois tinha apoio em setores das Forças Armadas, sob o comando do Marechal Deodoro da Fonseca.
A derrocada do Império estava planejada para o dia 20 de novembro de 1889. No final do dia 14 divulgou-se a notícia, mais tarde sabida falsa, de que o movimento estava descoberto e seriam presos o republicano Benjamin Constant e o Marechal Deodoro da Fonseca: isto precipitou o golpe para a madrugada do dia 15 de novembro.
O primeiro movimento dos republicanos foi tomar o quartel-general do Rio de Janeiro e o Ministério da Guerra, onde foi preso o presidente do Conselho de Ministros do Império, o Visconde de Ouro Preto.
As escaramuças não encontraram resistência, pois o movimento tinha amplo apoio popular. O ato de proclamação, na tarde do dia 15, foi cominado na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.
O imperador, em Petrópolis, pensando que se tratava de pressão para substituir o Ministério, tratou de organizar um novo, sob a presidência do conselheiro José Antônio Saraiva, mas, para sua surpresa, na manhã do dia 16, o major Frederico Sólon entregou a D. Pedro II o comunicado que o cientificava da proclamação da República e “solicitava” a sua partida para a Europa.
Clique na imagem e leia o Decreto n° 1 da República dos Estados Unidos do Brasil, assinado pelo Marechal Deodoro da Fonseca