
O PT de São Paulo deseja abrir na Assembléia Legislativa do Estado uma Comissão Parlamentar de Inquérito.
Diz-se que o objetivo é o de esquadrinhar a gestão de Paulo Vieira de Souza, o PauloPreto, na Dersa. Lorota.
Minoritário na Assembléia, o petismo sabe que não reúne forças para abrir CPIs. Precisa das assinaturas de 32 deputados. Dispõe de 23.
O partido de Dilma Rousseff sapateia em torno de Paulo Preto para tentar desgastar José Serra.
Em nota, o comitê de Serra desdenhou: "Quando não se envolve em escândalos, o PT aproveita o pouco tempo que lhe resta para fabricar factoides”.
Tachou de “ridícula” a ideia de CPI. Isinuou que a legenda de Dilma deveria se ocupar de suas próprias encrencas:
“O PT tem um rol extenso de escândalos e muito com que se preocupar: a família Erenice, a família Cardeal, o libanês Cassel, o mensalão, os dólares na cueca...”.
Acusado de “sumir” com R$ 4 milhões de um suposto caixa dois da camanha tucana, Paulo Preto nega o malfeito. Serra também.
O pedido de CPI do PT-SP deve ter destino semelhante ao de um requerimento apresentado pelo PSDB no Senado: a gaveta.
O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) propusera que Dilma Rousseff fosse à Comissão de Justiça para explicar-se sobre o Erenicegate.
Dilma disse que, de Alvaro Dias, não aceitava convite "nem para um cafezinho". A tropa governista no Senado brecou a iniciativa.
Quem com maioria fere em Brasília, com maioria será ferido em São Paulo.








