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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

PT quer abrir CPI para ‘investigar’ Paulo Preto, em SP


O PT de São Paulo deseja abrir na Assembléia Legislativa do Estado uma Comissão Parlamentar de Inquérito.


Diz-se que o objetivo é o de esquadrinhar a gestão de Paulo Vieira de Souza, o PauloPreto, na Dersa. Lorota.

Minoritário na Assembléia, o petismo sabe que não reúne forças para abrir CPIs. Precisa das assinaturas de 32 deputados. Dispõe de 23.

O partido de Dilma Rousseff sapateia em torno de Paulo Preto para tentar desgastar José Serra.

Em nota, o comitê de Serra desdenhou: "Quando não se envolve em escândalos, o PT aproveita o pouco tempo que lhe resta para fabricar factoides”.

Tachou de “ridícula” a ideia de CPI. Isinuou que a legenda de Dilma deveria se ocupar de suas próprias encrencas:

“O PT tem um rol extenso de escândalos e muito com que se preocupar: a família Erenice, a família Cardeal, o libanês Cassel, o mensalão, os dólares na cueca...”.

Acusado de “sumir” com R$ 4 milhões de um suposto caixa dois da camanha tucana, Paulo Preto nega o malfeito. Serra também.

O pedido de CPI do PT-SP deve ter destino semelhante ao de um requerimento apresentado pelo PSDB no Senado: a gaveta.

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) propusera que Dilma Rousseff fosse à Comissão de Justiça para explicar-se sobre o Erenicegate.

Dilma disse que, de Alvaro Dias, não aceitava convite "nem para um cafezinho". A tropa governista no Senado brecou a iniciativa.

Quem com maioria fere em Brasília, com maioria será ferido em São Paulo.