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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Diálogo palaciano, testemunhado por um pernilongo


Julie Jacobson/AP
Aconteceu longe dos refletores, num gabinete do Planalto. Dois auxiliares de Dilma conversavam sobre aliados rebeldes.
Concordavam que é preciso punir os deputados governistas que votarem contra o salário mínimo de R$ 545 na sessão desta quarta.
É inadmissível.
Inaceitável.
Onde é que nós estamos?
Triste.
Desmoraliza o governo.
Sem dúvida.
Não pode passar sem retaliação.
De jeito nenhum.
Corte de todas as emendas.
Mas, mas...
Todas. Sem piedade!
Mas o Mantega já não cortou as emendas?
Tem razão, cortou.
Então, só matando!
Matar eu não digo, mas podemos chamar o Anderson Silva.
Anderson?!?!?
Campeão de ultimate fighting. Derrubou Vitor Belfort em três minutos.
Rápido assim?
Um chute matador. No queixo. Nocaute!
Não acha melhor a gente cortar os cargos de segundo escalão?
Claro. Eu tava só brincando. Força bruta, nem pensar.
Hay que endurecer, pero sin perder la ternura jamás.
Se bem que...
O quê?
Esse Anderson... Na cola do Lupi e do Paulinho. Não é má ideia.
Pra bater?
Não, não. Seria desumano. Ninguém merece.
Tem razão. Nem o Paulinho.
Mas... Um chutezinho no queixo.
Sem muita força.
Sim, claro, de raspão.

E os dois concordaram que um chute no queixo do Lupi e do Paulinho –sem muita força, de rapão— faria um bem imenso ao governo.