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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Autocrítica? Sob o governo de Lula, só se for a favor

Ricardo Stuckert/PR


Em ritmo de despedida, Lula discursou numa cerimônio político-administrativa em Campinas (SP). Inaugurou novas unidades de uma refinariada Petrobras.

A alturas tantas, Lula pôs-se a cantar, em prosa e verso, asinexcedíveis realizações de seu governo. Considera-se como que fundido à coletividade.

"Saio com a sensação de ter criado talvez a mais importante relação que um presidente já teve com o movimento sindical, com o empresariado...”e

“...Com os catadores de papel, com os trabalhadores rurais. Saio com a sensação de ter feito uma relação extraordinária com o conjunto da sociedade brasileira".

Autocrítica? Ora, que bobagem! Melhor o autoelogio, que jamais erra. Ou seria o contrário? Bem, a essa altura, pouco importa. A popularidade do homem passa de 80%.

Não pergunte o que o país ainda pode fazer por você. Finja que tudo começou em 2003, celebre os êxitos, engula os escândalos e vê se não chateia.