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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Oposição apressa coligações para a eleição de 2012

À procura de um norte, PSDB e DEM decidiram antecipar o fechamento dos acordos para as eleições de 2012.
A caciquia das legendas organiza para a próxima semana um encontro. Deseja-se perscrutar a situação nas maiores cidades.
A ideia é priorizar as cidades com mais de 200 mil. Pretende-se que o DEM apóie o PSDB nas localidades em que o tucanato estiver mais bem posto e vice-versa.
Imagina-se que a antecipação das coligações resultará num subproduto: sai das manchetes o noticiário sobre a fusão do DEM com PSDB.
O tema foi arranhado numa reunião do grão-tucanato, nesta terça (19), em Brasília.
Participaram o senador Aécio Neves (MG) e os deputados Sérgio Guerra (PE) e Rodrigo de Castro (MG), presidente e secretário-geral do PSDB, respectivamente.
“Não estamos falando em fusão”, apressa-se em dizer Aécio. “O entendimento nosso é o seguinte:...”
“...Diferentemente de outros anos, quando nós disputamos entre nós e acabamos, no final, prejudicando um ao outro, agora não vai haver isso”.
Alcançado pelo repórter em Miami (EUA), onde se encontra, o presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), ecoou Aécio:
“Os fatos estão impondo as alianças entre PSDB e DEM”, disse ele, pelo celular. “Mais do que isso, precisamos ter um discurso comum”.
O repórter ouviu também o tucano Sérgio Guerra. Ele disse que, além do DEM, planeja atrair para a mesa de negociação o PPS.
Os partidos de oposição adotam o ritmo de toque de caixa contra um pano de fundo marcado pela lipoaspiração que os vitima.
As três legendas perdem quadros para o PSD, partido criado pelo ‘ex-demo’ Gilberto Kassab e rapidamente convertido em estuário de descontentes.
Por ora, a legenda de Kassab atraiu 11 deputados federais e uma senadora do DEM, três deputados federais do PPS e seis vereadores do PSDB-SP.
Migrou do DEM para o novo partido também o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos.
Aécio enxerga na quadra azeda “o momento para antecipar as coligações”. No seu caso específico, a harmonia de 2012 é vital para o projeto presidencial de 2014.
“Onde o DEM for mais forte, nós vamos apoiá-los, onde o PSDB for mais forte eles nos apóiam”.
Se necessário, afirma Aécio, haverá “intervenções nacionais, para já criar um ambiente de parceria nossa para o futuro”.
A despeito do esforço para fugir do tema, um pedaço do bloco oposicionista aposta que o futuro de qua fala Aécio passa pela fusão, ainda que depois de 2012.