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terça-feira, 1 de junho de 2010

De volta à cena, Ciro recebe mimo de Lula: R$ 6,6 mi

  Pedro Ladeira/FolhaCiro Gomes (PSB-CE/SP) está de volta. Excluído do tabuleiro presidencial, ele havia tomado chá de sumiço em 29 de abril.

Pedira licença na Câmara. Sem remuneração. E refugiara-se nos EUA. Retornou ao Brasil no sábado (29), informa sua assessoria.

Não tem agenda definida para os próximos dias. Como o período de licença já expirou (30 dias), espera-se que dê as caras no Congresso.

Lula, que ajudou a empurrar Ciro para fora do tabuleiro sucessório, providenciou para o “aliado” um mimo monetário.

Mandou liberar a verba de uma emenda que Ciro pendurara no Orçamento. Coisa de 6,6 milhões.

Deve-se a informação aos repórteres Matheus Leitão e Lucas Ferraz.

Em notícia veiculada na Folha, a dupla informa que a liberação ocorreu em 21 de maio.

Oito dias antes do desembarque de Ciro no Brasil. Nessa data, aliás, o PSB federal, partido do ex-candidato, ratificou o apoio a Dilma Rousseff.

A emenda de Ciro, a única que ele apresentou no ano passado, tem destinação meritória.

O dinheiro vai ao caixa da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos, órgão do governo do Ceará, gerido pelo irmão Cid Gomes (PSB).

Destina-se ao financiamento de um sistema de radares capaz de monitorar as chuvas no território cearense.

O valor original da emenda é maior: R$ 10 milhões. Mas um pedaço (R$ 3,3 milhões) já havia sido liberado. Duas parcelas de R$ 1,7 milhão.

Antes de submergir, Ciro ostentava uma retórica belicosa. Pendurara no sítio que mantém na web um artigo acerbo desde o título: “Ao Rei tudo, menos a honra”.

Em entrevistas, dissera que, ao imaginar que “vai batizar Dilma presidente”, Lula “viaja na maionese”.

Referira-se ao PMDB, sócio majoritário da mega-coligação governista, como “um ajuntamento de assaltantes”.

Repisara a tecla de que, sob Lula, a parceria PT-PMDB plantara um “roçado de escândalos”.

Dias atrás, depois de visitar Lula, em Brasília, o governador Cid Gomes disse que o irmão vai seguir a orientação do PSB. “Deve apoiar a Dilma”, afirmou.

Nesse contexto, a liberação da emenda é uma espécie de estímulo à fidelidade. Resta agora saber se um mês foi o bastante para dissolver os rancores do ex-presidenciável

Kátia vai à fila dos que não querem ser vice de Serra

  Fábio Pozzebom/ABr
Não se sabe, por ora, quem será o vice de José Serra. Cresce, porém, a lista dos que não desejam ser.

Na fila dos não-vices estão dois grão-duques do tucanato: Aécio Neves e Tasso Jereissati. Antes deles, já havia tomado posição o líder ‘demo’ Agripino Maia.

Na madrugada desta terça (1º), Kátia Abreu (DEM-TO), senadora e presidente da Confederação Nacional da Agricultura, avisou no twitter:

“A imprensa menciona meu nome pra vice do Serra. Não tenho intenção. Estou muito bem na CNA. Meu projeto só começou. Voto no Serra”.

Mantido esse ritmo, a coisa ainda vai bater, por exclusão, no porteiro do PSDB.

Lula entrega diploma a beneficiários do Bolsa Família

  Bruno Spada/MDS
Um dia depois de José Serra ter prometido oferecer bolsas de estudo a jovens do Bolsa Família, Lula promove, nesta terça (1º) uma entrega de “diplomas”.

O presidente será a estrela da “formatura” de 1.592 beneficiários do programa, hoje convertido em pilar da campanha de Dilma Rousseff.

Os formandos frequentaram cursos profissionalizantes de 200 horas. Obtiveram formação teórica e prática para o exercício de atividades ligadas à construção civil.

Vão aos canteiros de obras como pedreiros, pintores, encanadores, eletricistas e mestres de obras.

A entrega de canudos ocorrerá em São Paulo, base eleitoral do ex-governador Serra. Os novos profissionais residem em sete cidades paulistas.

Recebem o Bolsa Família na capital, em Ferraz de Vasconcelos, Itapevi, Itanhaném, Mongaguá, Praia Grande e São Vicente.
No texto que levou à sai página na web, o Ministério do Desenvolvimento Social informou que a amostra de São Paulo é parte de algo maior.

Combinou-se o Bolsa Família a um segundo programa. Chama-se Próximo Passo.

É essa iniciativa, a “porta de saída” de que fala a oposição, que Lula deseja trombetear.

Os cursos oferecidos à clientela do Bolsa Família são coordenados por três pastas: a do Desenvolvimento Social, a do Trabalho e a do Turismo.

A coisa é feita em parceria com os governos estaduais, as prefeituras, empresas e entidades sem fins lucrativos.

Na área da construção civil, informa o governo, foram oferecidas 147.057 vagas –“33.580 no Estado de São Paulo", o ministério fez questão de realçar.

Nesse pedaço do “Próximo Passo”, os cursos estão sendo ministrados em 249 municípios espalhados pelo país.

Na outra ponta do programa, o governo oferece formação para a clientela do Bolsa Família com vocação para o setor do turismo.

São 25.916 vagas, distribuídas em 22 capitais –“6.766 no Estado de São Paulo”.

Nesse caso, oferece-se treinamento para garçons, cozinheiros, padeiros, barmans, mensageiros, camareiros, atendentes de agência de viagens e auxiliares de eventos.

Em sua peregrinação de candidato, Serra repisa a tecla de que, além de manter, pretende “aperfeiçoar” o Bolsa Família.

Nesta segunda (31), numa palestra para empresários, em São Paulo, o presidenciável tucano esmiuçou seu plano.

Disse que planeja conceder bolsas de estudo para jovens beneficiários do Bolsa Família. Não revelou o valor das novas bolsas.

Apenas esclareceu que o objetivo é custear as despesas de cursos providos por escolas profissionalizantes.

Os formandos aos quais Lula entregará diplomas não são os filhos, mas os pais do Bolsa Família.

A formatura desta terça desce à crônica da sucessão como uma resposta de Lula aos que vêem no maior programa social do governo uma iniciativa que eterniza a dependência.

Avalanche de multas faz PT rever estratégia de Dilma

  Folha
O comitê de Dilma Rousseff decidiu evitar o envolvimento da candidata em atos que possam ser entendidos como novos “desafios” à Justiça Eleitoral.

Analisava-se a hipótese de promover novas aparições de Dilma ao lado de Lula, em eventos oficiais.

Algo que, em parecer, a Advocacia-Geral da União havia liberado.

Para evitar novos problemas no TSE, o QG de Dilma deu meia-volta.


A decisão do petismo chega com atraso. Lula já coleciona quatro multas do TSE. Dilma, duas. O PT, uma.

Como se fosse pouco, o Ministério Público Eleitoral acaba de pedir ao tribunal que imponha a ‘Cabo Eleitoral da Silva’ e a ‘Candidata Rousseff’ mais três multas.

O pedido consta de parecer enviado ao TSE pela vice-procuradora-geral Eleitoral Sandra Cureau. Ela foi chamada a opinar numa trinca representações.

Foram ajuizadas pelo DEM. Em todas elas, o partido acusa o presidente e sua pupila de fazer campanha ilegal na comemoração do Dia do Trabalho.

Uma se refere a evento realizado no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo. Outra diz respeito a ato da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil.

A terceira envolve o pronunciamento oficial que Lula levou ao ar, em cadeia nacional, no dia 29 de abril.

Sandra Cureau endossou as reclamações. Acha que houve campanha subliminar pró-Dilma nas três oportunidades. Coisa “disfarçada, dissimulada”, segundo ela.

Ela recorda que a reincidência da prática, “demonstra que há uma lógica” na ação desenvolvida em favor da candidata oficial.

Primeiro, Lula profere discursos enaltecendo as realizações do governo. Compara sua gestão à administração passada...

...E, “de maneira explícita ou velada”, liga as “conquistas” à atuação de Dilma no governo. Por último, prega a “continuidade”. Sobre Dilma, Sandra Cureau anota:

“Ainda que, em muitas oportunidades, não profira uma única palavra, beneficia-se das engenhosas jactações levadas a cabo pelo Excelentíssimo Senhor Presidente”.

Completa: “Necessário lembrar que sequer há outra razão que justifique sua presença em tais eventos que não seja a de propaganda eleitoral extemporânea...”

“...Ainda que de forma dissimulada, uma vez que, na qualidade de notória pré-candidata, afastou-se do cargo que ocupava no governo, [...] para concorrer às eleições presidenciais.”

A Procuradoria recomendou que seja multado também o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), personagem da pajelança político-sindical do 1º de Maio.

Ao julgar os três casos, o TSE pode seguir ou não o parecer do Ministério Público Eleitoral. Em representações anteriores, seguiu.

Afora a decisão de manter Dilma longe de novas encrencas, o PT mantém a disposição de questionar no TSE a tática da oposição.

A exemplo do que fizera o PT, o DEM usou o seu programa partidário para enaltecer o presidenciável tucano José Serra. PPS e PSDB se preparam para fazer o mesmo.

Evo: ‘Não achava que era tão grande o narcotráfico’

Evo: ‘Não achava que era tão grande o narcotráfico’

  Alan Marques/FolhaO grão-tucano José Serra ganhou nesta segunda (31) um aliado inusitado: Evo Morales.

Sim, sim. Isso mesmo. O próprio presidente da Bolívia reconheceu que o tráfico de cocaína viceja à sua volta.

Declarou-se surpreso: "Não achava que era tão grande o narcotráfico, não achava que o narcotráfico tinha tal poder econômico [...].”

À sua maneira, ecoou Serra: “Sinto que se infiltra nos poderes, nas estruturas dos Estados, não só na Bolívia, mas em todo o mundo".

Foi além: "Vejo que há muita cumplicidade de algumas instituições, de membros da Justiça boliviana, mas também de alguns membros da polícia [...].”

Evo perguntou: “Por que essa forma de comprar nossos membros do Estado?” O próprio Evo respondeu:

“Cheguei à conclusão de que é muita 'plata' [dinheiro], o narcotráfico manipula muita 'plata'."

Para não perder o hábito, atribuiu responsabiolidade também aos  EUA e à Europa, países que abrigam a maior quantidade de viciados.

De duas uma: ou o companheiro-índio tucanou ou anda mascando folha de coca em demasia!

Conselho de Segurança da ONU condena ataque de Israel a frota humanitária

Seguidores do Hamas fazem protesto em Gaza contra a operação de 
Israel que matou dez pessoas em embarcação com ajuda humanitária / AP
NAÇÕES UNIDAS - O Conselho de Segurança das ONU condenou na madrugada desta terça-feira os atos que provocaram a morte de ao menos dez civis durante a operação israelense contra um comboio de ajuda humanitária que se dirigia para a Faixa Gaza, e pediu uma investigação imparcial sobre o incidente. Em uma declaração formal, após mais de dez horas de negociações a portas fechadas, o Conselho solicitou a liberação imediata das embarcações e dos civis retidos por Israel.
Depois da reunião de emergência, os 15 membros do conselho concordaram às 2h da manhã (3h no horário de Brasília), em emitir uma declaração formal mais suave que a exigida inicialmente por palestinos, árabes e turcos. Estes tinham pedido uma condenação do ataque das forças israelenses nos termos mais fortes e uma investigação internacional independente. Mas a declaração, lida durante uma reunião formal do conselho, retirou a palavra independente e pediu uma "investigação rápida, imparcial, crível e transparente segundo padrões internacionais" sobre o incidente. A nota qualifica a situação de Gaza como "insustentável" e destaca que a única solução possível para conflito palestino-israelense é a negociada.
(Veja imagens dos protestos contra Israel pelo mundo)
Muitos diplomatas reiteraram declarações anteriores de seus governos condenando ou criticando a ação israelense, e alguns cobraram o fim imediato do embargo econômico de três anos de Israel contra Gaza.
- Isso é equivalente a bandidagem e pirataria - disse Ahmet Davutoglu, chanceler da Turquia, país de onde havia partido a frota naval e de onde era a maioria dos mortos. - É um assassinato conduzido por um Estado.
Os Estados Unidos, maior aliado de Israel no mundo, falaram em termos mais brandos. O embaixador adjunto Alejandro Wolff disse que Washington lamenta profundamente a perda de vidas, e defendeu uma "investigação crível e transparente" por parte de Israel.
Mas ele criticou os organizadores da frota por terem tentado violar o bloqueio israelense contra Gaza.
- A entrega direta por mar não é adequada nem responsável e, certamente, não é eficaz sob as circunstâncias.
'Há temor de nova Intifada', conta repórter em Israe

Serra critica política de Lula e não fala sobre educação


Foto: Michel Filho / Agência O Globo

Flávio Freire, de O Globo:
Ao mesmo tempo em que disparou ataques à condução das políticas do governo federal nas mais diferentes áreas, o pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra (PSDB), evitou debater um dos temas mais críticos de sua gestão como governador de São Paulo: a educação.
Depois de criticar a alta carga tributária, as maiores taxas de juros, bater forte no projeto de energia - tendo como alvo direto sua adversária, a ex-ministra de Energia e pré-candidata presidencial do PT, Dilma Rousseff, o tucano disse que não estava ali para falar de educação.
- Pergunte ao secretário ou ao governador - disse Serra a um jornalista, em entrevista coletiva onde seus assessores determinaram número máximo de perguntas.
No evento Exame Fórum "A Construção da 5ª Maior Economia do Mundo", Serra aproveitou a plateia de 500 empresários para disparar as críticas:
- O Brasil bate hoje um recorde mundial. Tem os juros mais altos do mundo, a carga tributária mais alta dos países emergentes e a menor taxa de de investimento governamental - disse ele, para quem falta gestão e planejamento ao atual governo.
Sem poupar a condução da economia pela administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Serra disse que hoje o país, na esfera federal, tem um investimento governamental menor que os aplicados por municípios e estados.
- O investimento governamental no país é de 3% de suas receitas, enquanto os municípios investem 7,3% e os estados, mais de 9%. O esforço é feito mais pelos estados e municípios, com 70% a mais que a média do investimento governamental na esferal federal